“Extra ecclesiam, nulla salus” (FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO”

Religiosos que se achavam donos da verdade, praticavam a tortura no intuito de servir a Cristo. Esse foi o período mais fundamentalista da Igreja.

 

Image71- FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO

extra ecclesiam, nulla salus

Sto. Agostinho, 354-430-Bispo de Hipona.

Os judeus afirmavam que, fora do judaísmo não havia “salvação” ou coisa semelhante, no entanto Jesus não apoiava essa afirmativa dos judeus.

I- A igreja

Para Sto. Agostinho, Igreja era a Católica, ele se expressou sobre a Igreja na contingência da Unidade, “Ninguém que não ama a unidade da Igreja tem amor a Deus, e por causa disto é correto dizer que só se recebe o Espírito Santo dentro da Igreja Católica“. Para ele a Igreja é una e católica, “É a religião cristã a que devemos abraçar, e manter a comunhão com a Igreja, a denominada católica, por ser universal. Assim ela é denominada, não somente pelos seus fiéis, mas também pelos seus adversários”.

Os sacramentos ministrados pelos “hereges” não seriam válido. Essa visão única da Igreja foi defendida por Agostinho com toda a força de boa argumentação .

Havia mais uma interpretação que Sto. Agostinho divulgou, foi em relação às chaves: ” A Igreja recebeu as chaves do Reino dos Céus para que se opere nela a remissão dos pecados pelo sangue de Cristo e pela ação do Espírito Santo. É nesta Igreja que a alma revive, ela que estava morta pelos pecados a fim de viver com Cristo, cuja graça nos salvou”.

II- A Validade dos conceitos.

Esses conceitos são fortes na medida que procedem de um dos mais respeitados Pais da Igreja, no entanto, nenhum grupo protestante admite como verdadeiros esses conceitos sobre a Unidade da Igreja restringida à Igreja Católica, nem que somente ela tenha as chaves do Reinos dos Céus.

III- Convivência com conceitos agostinianos.

Conviver com essas afirmações e ainda assim continuar numa Igreja que não seja a Católica, exige uma reflexão sobre tais conceitos, o da unidade e o das chaves do Reino de Deus.

A unidade não pode ser aquela que foi por Agostinho restringida à existência da Igreja Católica como tal, nem as chaves poderiam também ser uma propriedade exclusiva da Igreja Católica Romana.

Quando a unidade formal da Igreja foi quebrada por Lutero e Calvino, houve uma necessidade de se redefinir tanto a Unidade como o direito de possuir as chaves do Reino. Temos a impressão de que tanto as chaves como o conceito da unidade fora tirado da igreja Católica no calor dos debates, das recíprocas ameaças e destratos de ambas as partes.

 A democracia religioso, colocou a Unidade na diversidade e as chaves para as mãos do povo, sendo assim cada um podia abrir a sua igreja e ser a unidade e ao mesmo tempo, ligar e desligar. Quando brigavam havia uma disputa pela unidade e pelas chaves. Cada grupo fechava a porta e lançava fora os adversários. Em Genebra as chaves do Reino estava com os protestantes calvinistas, e só ficava no “Reino” quem fosse conivente com a doutrina do líder máximo da cidade. Miguel Servet, também conhecido como Miguel Villanueva teólogo espanhol (1511-1553) fugiu para Genebra porque o Reino foi fechado para ele pelos inquisidores, mas chegando na cidade bateram com a porta na cara dele, e por fim foi queimado na fogueira protestante. Naquele tempo obscuro trezentos anos antes do Século das Luzes, tanto católicos como protestantes prestavam culto à fogueira humana, todavia, esses menos do que aqueles.

 

A Igreja Católica que era única, tudo fez para manter o seu poder mediante a defesa desses dois conceitos, unidade e as chaves do Reino, e por causa disso levantou a instituição mais lúgubre da história da humanidade, a inquisição. Os padres dominicanos foram os principais agentes da inquisição, para defender essa ideia macabra, os dominicanos diziam que Deus foi o primeiro inquisidor quando pergunta a Adão: “Adam, ub es?” Adão onde estás?. E quando Adão é expulso do paraíso, perde todos os seus bens, assim a inquisição confiscava todos os bens dos hereges.

III- O mundo moderno

Para não se alongar no assunto; vamos examinar em que sentido a Igreja é a Igreja e com quem estão as chaves do Reino de Deus.

A igreja no conceito agostiniano, é a Católica, e ele não pode ser julgado como arbitrário, naquele momento essa definição estava o mais próximo possível da realidade possível sobre a verdade da Unidade da Igreja.

No entanto hoje depois da reforma, a Unidade não é mais a mesma. Os protestante cuidaram de bagunçar o máximo possível essa questão. A democracia religiosa abriu as portas a todo tipo de imaginação sobre Igreja; e a unidade não tem mais o mesmo valor intrínseco da idade média com Sto. Agostinho.

A unidade hoje se manifesta na diversidade, mas essa diversidade também dever conter alguma regra mínima, senão nos veremos em unidade com verdadeiros hereges, uma unidade forçada com teólogos que não fazem superstições com a Bíblia, e fazem interpretações literalistas elaboram seus termos segundo a sua inclinação pelo poder ou segundo as suas idiossincrasias. Essa doença conhecida por, idiossincrasia, revela o indivíduo que tem a aptidão para organizar para si mesmo os fatos conforme sua disposição pessoal. Assim ele cria por si e para si mesmo, uma linguagem nova, e uma nova interpretação que irá coincidir com os desejos e inclinações de poder e glória. Por isso temos líderes avarentos, racistas, e muitos ignorantes e irreverentes.

Existem pastores de renome que não mais acreditam que Jesus seja divino como proclamou o Concílio de Nicéia. Quanto às chaves do Reino dá-se a impressão que todos os protestantes as tem como se fosse algo tomado da Igreja Católica Romana, agora são eles que determinam quem entra e quem sai do Reino.

 Na modernidade fica difícil aponta tanto a Igreja que é a Igreja, como o possuidor ou detentores das chaves do Reino.

 Há quem feche de um lado e aquele que se rebelou abra do outro lado. Comunidades várias levantam seus profetas para defender seus direitos às chaves e se proclamar como a verdadeira igreja. Gente sem a menor condições se torna apóstolo e se proclamam únicos, e verbalizam doutrinas absurdas como a que, os negros são amaldiçoados por Deus, ainda que não fale que por Deus foram amaldiçoados, dizem que Noé o profeta do divino o fez, o que dá no mesmo.

  Conclusão

 A unidade na modernidade é no amor e pela glória da salvação que se proclama e se detém na vida dos discípulos, e as chaves valerão na medida que estiver valendo o conceito de unidade do Corpo de Cristo. Logo não se trata de ser Católico Romano ou Protestante. O dogma da salvação em Sto. Agostinho reafirma o que sempre pensou a Igreja Católica, “Fora da igreja se encontra tudo, exceto a salvação, em nenhum lugar é possível encontra a salvação a não ser na Igreja Católica“. mas isso foi naquele tempo e estava certo, já que as heresias estavam descaracterizando a Igreja.

Na modernidade, os pastores dissimulados não possuem o valor de um pastor que se identifica numa igreja que proclama a unidade e a salvação pela sua mensagem. Assim a filosofia de Sto. Agostinho ainda está correta,”extra ecclesiam, nulla salus“. Resta pensar qual Igreja. Pois um crente desigrejados não tem mais participação no Corpo e no Sangue de Cristo, contudo não se pode acreditar que não possa haver algumas exceção, mas como ninguém pode ter esperança nas dúvidas apresentadas pelos sacerdotes e sacerdotisas dos desigrados da Não-Igreja, melhor ficar com o certo do que com o duvidoso.

 Bispo Primas I.F. Barreto.

 

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Bishop of Methodist Renewal Church
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