O MASSACRE DOS CATÓLICOS CÁTAROS PELOS CATÓLICOS ORTODOXOS

135- OS CÁTAROS

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“Para os puros tudo é puro”

 

 

I-Idade Média

 No período contado entre os séculos XI e XII, os Cátaros foram o destaque da “mídia”, que se ocupou quase exclusivamente em falar, divulgar, aprovar e reprovar os tudo o que fizessem os hereges..

 Eles por se auto dominarem “puros”, se achavam “ipso facto” os verdadeiros sucessores dos apóstolos, e por assim dizer do verdadeiro cristianismo. Nada deixava o Vaticano mais enciumado do que alguém se dizer, “verdadeiro cristão”, e os cátaros se declaravam os verdadeiros sucessores dos apóstolos.

 No sul da França era a força religiosa predominante, os senhores feudais amavam os cátaros, não por querer adotar a doutrinas deles, mas pela honestidade no trabalho, eram servos fiéis, não roubavam, não adulteravam, e até proibiam o casamento, mas por incrível que pareça aceitavam o “sexo casual”, para desafogar a natureza humana, mas continuavam solteiros, talvez isso a Igreja Católica copiou “ipsis litteris”,

 Para a Igreja Católica eram hereges e como tal deveriam morrer, como de costume numa fogueira num dia de São João , com sanfona tocando até o raiar do Sol nas planícies da Catalunha na Itália, na Alemanha e na Inglaterra, mas no sul da França a fogueira seria gigantesca. Não conseguiram arrumar um foguista capacitado, então reorganizaram a Cruzada Albigense.

 II- Mudança de hábito

 Os cátaros queriam uma mudança radical, eram do tipo, “crentão” fundamentalista, “está escrito”, assim seria. A grande dificuldade foi a teologia cátara, “Jesus havia vindo ao mundo, num corpo espiritual, não para se sacrificar, mas para mostrar ao homem o caminho da redenção”. Para essa heresia a Igreja Católica usou de todos os meios para convencer os cátaros a voltar para a ortodoxia católica estabelecida nos Concílios. Excomungavam, suspendiam-os dos sacramentos, mas a fé dos hereges era resoluta, firme não mudavam, não mudaram e chamaram sobre si mesmo a ira do Papa.

 III- A FORÇA BRUTA

 A Igreja Católica que não pensava muito antes de tomar uma decisão, pois tinha o Papa como a última palavra em todas as questões, logo tomou a decisão de abrir uma frente de combate para que com o derramamento de sangue, com o desrespeito ao evangelho santificasse a Igreja. O Papa Inocêncio III que nada tinha de inocente, organizou uma tropa de voluntários, gente educada, piedosa, uma turma de composta de “santos”, gente que queria viver pecando e ao mesmo tempo tendo o benefício da indulgência, essa gente logo foi contratada para massacrar em nome dos céus, e pela Cruz, todos os cátaros.

 IV- Difícil de distinguir

 Os Cátaros eram fiéis hereges, cumpridores das obrigações sociais, com isso granjearam a simpatia dos senhores feudais, Afonso Jordão, conde de Toulouse, apoiava os hereges, para ele o povo podia acreditar no que quisesse no formato religioso e teológico que achasse conveniente. Mas a Igreja Católica não concordava com a fuga da ortodoxia. Os hereges, “viviam honradamente, como verdadeiros cristãos, sustentavam-se com através do trabalho de suas mãos, exerciam a pobreza pessoal em nítida vontade com o evangelho de Cristo, a heresia preconizava um retorno ao evangelismo primitivo”.

 V- Os hereges

 Como eles eram? “Não estavam errados quando se atribuíam a designação de cristãos. A heresia era um cristianismo. O que marcava o cristão cátaros ou o ortodoxo era o batismo, os hereges recebiam após três anos de discipulado, os ortodoxos pela imposição das mãos. O redentor era Cristo e o livro Sagrado o mesmo usado por Roma. Então…o estigma de herege se dava por outros interesses. Quer saber? – O mesmo de sempre, dinheiro e poder.

 VI- O fim dos Cátaros

Com eram resistentes, e protegidos pelos senhores feudais, o “piedoso” Papa Clemente III resolveu organizar uma cruzada de “santos” (do pau oco) para mandar matar todos os Cátaros.

 Conclusão

Nem toda heresia não é propriamente uma heresia, hoje no século XXI temos mais hereges mesmo nos quadros protestantes do que naquele idos séculos XI e XII. Mas hoje os temos são outros até o Papa já reconhece isso, ninguém pode determinar no que se deve crer. O Evangelho é pregado e aquele que ouve procura seguir, é melhor a ortodoxia, mas temos aqueles que se desviam, uns para bem longe do evangelho, pensam somente em riquezas, outros pelas fraquezas da carne, da mente e outras mazelas seguem de uma maneira estranha, mas no fim e enquanto não chega o fim, são aqueles que participam dos sacramentos e vivem em comunhão que são os verdadeiros cristãos, mesmo com algumas falhas e até suposta heresias, mas são os salvos dentro da Igreja.

 

Bispo Primaz I.F. BarretoImage

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Bishop of Methodist Renewal Church
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